O Santuário

O Santuário de Bom Jesus de Matosinhos pertence à Paróquia Sant´Ana de Inconfidência (Diocese de Petrópolis).

 

 

O QUE É UM SANTUÁRIO?

 

Santuário é um lugar especial, privilegiado, onde Deus manifesta, de modo sensível, a sua misericórdia. Sabemos, pela nossa fé, que Deus, na história da salvação, sempre esteve com o seu povo, em qualquer terra, em qualquer lugar, em qualquer tempo, mas, por disposição desse mesmo Deus de bondade, certos lugares recebem, de forma única, a sua manifestação. São os Santuários.

Desde o Antigo Testamento os Santuários são pontos de referência para quem busca servir a Deus. As festas antigas eram realizadas no Santuário em Jerusalém, para onde se dirigiam os Judeus do mundo todo. O Evangelho nos conta que Jesus, sua Mãe e São José iam anualmente a Jerusalém prestar, publicamente, seu ato de adoração a Deus (Lucas 2,41-42).

Dentro do Cristianismo inúmeros são os Santuários espalhados pela terra. Já nos primeiros séculos era costume do povo Cristão ir a Roma visitar os túmulos dos Apóstolos São Pedro e São Paulo e essa caminhada a Roma era chamada de “romaria”. Daí surgiu o termo que usamos ainda hoje para quem vai rezar em algum Santuário.

Além de Roma, são famosos em toda a terra os Santuários de Fátima, em Portugal; Lourdes, na França; Assis e Pádua, na Itália; Guadalupe no México; Compostela, na Espanha entre outros... No Brasil, além do Santuário Menino Jesus de Praga, na cidade de Brazlândia – Brasília, temos outros Santuários famosos como de Aparecida, no Estado de São Paulo; Bom Jesus da Lapa, no Estado da Bahia; Bom Jesus de Matosinhos, em Paraíba do Sul - RJ; Santuário do Divino Pai Eterno, Trindade – Goiás, além de outros.

O Povo de Deus é sempre atraído aos Santuários. Alguns por curiosidade turística, mas a grande maioria pela busca do mistério, do sobrenatural, do alívio para seu sofrimento, do milagre, e outras vezes simplesmente movido pelo desejo misterioso de chegar mais perto de Deus. É a busca. Mas o que as pessoas encontram nesses lugares? Fazem uma experiência profunda com Deus, encontram a alegria da participação, sentem o alívio de suas penas, o conforto da Palavra de Deus que é proclamada, partilham da Eucaristia e saem “comovidos pela atmosfera de alegria e esperança que emana de seus irmãos”.

 

Esta é a principal função dos Santuários: despertar a fé, celebrar a reconciliação e reanimar a esperança.

Quem tem fé e esperança, mergulha-se no mistério, encontra o Sobrenatural, sente o milagre da proximidade de Deus e a transformação do coração. Quem antes, talvez, sentia-se só, carregando o peso de seus sofrimentos, passa a ter consciência de que tem um Deus que nos ama muito, que olha para cada um de nós com um carinho especial. Um Deus que ouve nossas orações e atende os nossos pedidos. Toda pessoa que vai a um Santuário, por curiosidade turística, ou já movido pela fé, acaba sendo envolvida pela graça de Deus. E quando isso acontece, uma vida nova começa a surgir, pois o espírito sacia-se com espiritual, enche-se de graça, transborda-se em alegria e esperança; É a experiência do encontro com Deus. É a misericórdia do Pai que envolve a cada um de nós, seus filhos e filhas.

 

História

Em meados do século XVIII, camponeses portugueses oriundos da Vila de Matosinhos, ali se fixaram na vertente oriental da Serra do Sucupira, abrindo roças de subsistência com pequena plantação e gado. Devotos do Bom Jesus, por volta de 1773 ergueram no local uma pequena ermida de pau-a-pique, em louvor a Bom Jesus Crucificado. Com a frequência de fiéis, romarias e pagamentos de promessas, é elevada a Curato por volta de 1776. Com a ajuda de Pedro da Costa Lima, o antigo templo serviu ao povoado até 1862, quando foi demolido. No mesmo ano, por iniciativa do Sr. Martinho Álvares da Silva Campos, então proprietário da Fazenda do Matosinhos de Sardoal, foi construída uma capela de maior porte arquitetônico, que possuía altar-mor e dois altares laterais, com imagens belíssimas, especialmente a do Bom Jesus Crucificado. A atual igreja teve sua pedra fundamental lançada em 1953 e foi concluída em 1959, pelo pároco italiano Luiz Raymondo. A grande romaria acontece, anualmente, no último domingo de agosto, onde os fiéis dão graças e pagam promessas pelos milagres alcançados. No local existe uma "sala dos ex-votos" com testemunhos  milagroso, desde o século XVIII, numa demostração de devoção ao santo milagroso.